A Educação Financeira realizará seus sonhos!

Quando temos sonhos a serem realizados, nos esforçamos para poupar, economizar e investir melhor. Isso tudo, por conta de um objetivo maior, que é a realização de um sonho. Os sonhos dão sentido à vida, trazem à tona o nosso propósito e as nossas aspirações. Pessoas que não sonham sentem que a vida não tem sentido, são desanimadas, e muitas vezes deprimidas. Os sonhos nos dão a motivação para seguir em frente, encarar os desafios da vida, não desistir diante das dificuldades e dos inúmeros “nãos” que a vida nos dá. Muitas pessoas desistem dos seus sonhos, pois acreditam que não são capazes de realizá-los, e seguem a vida com aquele vazio ou frustração. Outras continuam sonhando e sonhando…apenas sonhando. E como a educação financeira entra nessa história? A educação financeira é imprescindível para tornar os nossos sonhos possíveis, pois para isso, é fundamental o uso consciente de nosso dinheiro e uma gestão eficiente dos nossos recursos financeiros. A educação financeira nos ajuda a transformar os nossos sonhos em projetos que possuem início, meio e fim…projetos que possuem custos claramente definidos, projetos que são planejados, executados, monitorados e mensurados e possuem etapas sucessivas e progressivas. Por isso, investir em educação financeira é investir em você mesmo, é investir no seu autoconhecimento, no seu tempo e principalmente no seus sonhos e projetos!

Contratar uma previdência privada ou investir por conta própria?

Atualmente existem uma série de opções de planos de previdência. Mas em meio a tantas opções, é preciso estar atento e tomar alguns cuidados. Afinal, existem vários custos associados ao plano de previdência. Primeiramente, precisamos entender que um plano de previdência trata-se de um fundo de previdência. Assim como qualquer fundo de investimento, existe uma taxa de administração. Muitas vezes, essas taxas são impraticáveis e podem comprometer o seu investimento no longo prazo. Outra possibilidade, é você mesmo investir o seu dinheiro dinheiro para a sua previdência privada. Afinal, por que contratar um plano de previdência se você mesmo pode montar sua própria carteira de acordo com seus propósitos? Talvez, não seria mais interessante colocar o seu capital em outros tipos de investimento? Fugir inclusive, de fundos de investimento para eliminar taxas indesejáveis? Bem, a resposta é…se você não tem conhecimento sobre o mercado financeiro e não entende de estratégia, talvez seja muito melhor pagar uma taxa de administração. Contratar um gestor para conduzir uma estratégia de sua confiança, talvez seja mais seguro e compense pagar as taxas. Afinal, a escolha de um bom plano de previdência pode trazer lucros que compense o investimento. Agora, se você tem conhecimento sobre o mercado financeiro e entende de estratégias, será que vale mais a pena construir sua previdência através de um home broker? Primeiramente, deve-se fazer algumas análises. Primeiro é preciso ter uma estratégia de acompanhamento do mercado. Saber o que está valendo a pena investir, e o que não está valendo a pena. Você precisa gastar um tempo a mais, afinal este trabalho do gestor do fundo de previdência, será atribuído a você. Investimento por conta própria, também vai exigir de você uma organização. Você precisa fazer o levantamento do quanto pagou por cada título. Observar o quanto você lucrou com a venda deste título. Avaliar o que foi retirado pela bolsa. Tem ainda o DARF que precisa ser preenchido. A escolha de como sua previdência será construída é totalmente sua, bem como as consequências e os resultados. Por isso, pense bem antes de escolher o caminho! Independente se você optar por fazer sua previdência por conta própria ou através de um gestor, essa escolha sempre deve ser cuidadosa e estudada.

8 dicas para falar de educação financeira com as crianças

1. Comece explicando como se usa o dinheiro Comece apresentando o valor das coisas, de forma bem direta e fácil. Por exemplo, no supermercado, mostre uma nota de R$10 para as crianças e mostre que com esse valor, é possível comprar alguns itens, como o leite, a manteiga e o pãozinho. Também é importante enfatizar, o que não se pode comprar com essa mesma quantia. A ideia é que a criança entenda, gradualmente, que as coisas que consumimos e compramos tem custos diferentes. A partir daí, é possível introduzir conceitos como “caro” e “barato”, por exemplo. 2. Ensine de onde vem o dinheiro Para as crianças pequenas, a fonte do dinheiro pode ser bastante utópica. Inclusive, é bem comum que os pequenos acreditem que o cartão de crédito é uma fonte infinita de dinheiro. No entanto, é importante que os pais expliquem que eles ganham dinheiro através do trabalho e só assim conseguem comprar as coisas da casa. Vale contar que esse mesmo dinheiro é, então, guardado em um banco. Portanto, o cartão nada mais é do que um instrumento para pegar o dinheiro do banco. Dessa forma, é possível explicar por quais motivos não podemos gastar mais do que ganhamos. Além disso, ensina sobre o valor do trabalho e das nossas responsabilidades. 3. Mostre que usar o dinheiro exige escolhas Um dos pontos principais para que as crianças entendam mais sobre o dinheiro, é compreender que são necessárias concessões. Ou seja, uma certa quantia de dinheiro permite apenas determinada compra. Assim, se seu pequeno ou pequena quer comprar um doce, terá que escolher entre o sorvete e a barra de chocolate, por exemplo. Agora, se ele ou ela quiser um brinquedo, precisará juntar uma certa quantia de dinheiro. E, nesse momento, entra também o conceito de “poupança”. Assim, aos poucos, apresente as opções para que as crianças façam suas próprias escolhas. Ainda, ensine-as a fazer planos para conseguir comprar as coisas que desejam. 4. Cofrinho ajuda! Para ajudar as crianças a juntar moedas e poupar dinheiro, uma ótima ideia é usar um potinho ou um cofrinho. Melhor ainda se este objeto for transparente, pois ajuda os pequenos a verem o dinheiro sendo acumulado. Em seguida, incentive seu pequeno a estabelecer objetivos para aquela quantia de dinheiro. Assim, a criança pode juntar dinheiro para comprar um brinquedo ou realizar um passeio, por exemplo. Então, quando o objetivo for atingido, comemore com ela. Isso ajudará a fixar o conceito de esforço e recompensa. 5. E as mesadas? As mesadas podem ser uma boa oportunidade para que as crianças maiores aprendam a juntar dinheiro e gastá-lo com responsabilidade. Contudo, é importante definir um valor que seja condizente com a idade. Alguns profissionais recomendam a mesada apenas a partir dos seis ou sete anos de idade, quando o pequeno ou pequena já possui uma boa noção dos números e começa a ter maior familiaridade com a matemática. 6. Ensine seus filhos a doar Junto com a responsabilidade financeira vem também a responsabilidade social. Ensinar seu filho ou filha a doar uma certa quantia de dinheiro é bastante importante para que as crianças desenvolvam a consciência social, a empatia e para que também aprendam a dividir. Além disso, a doação pode acontecer por meio do dinheiro ou não. Afinal, uma possibilidade é doar brinquedos, roupas e livros, por exemplo. De qualquer forma, toda doação auxilia também na educação financeira como um todo. 7. Cumpra os combinados É importante cumprir  os combinados. Ou seja, se vocês acordaram que aquele dinheiro seria para um brinquedo, e a criança viu outra coisa e quer usar parte ou toda a quantia, para comprar o novo objeto de desejo, explique de forma gentil e firme, que o dinheiro exige escolhas. E que neste caso, não poderá comprar também o brinquedo, pois estará gastando o dinheiro com outra coisa. Pode parecer duro, mas é realmente importante que a criança siga os combinados e saiba fazer as escolhas e tenha ciência das consequências. 8. Inclua as crianças em alguma decisão financeira Sabemos que é possível incluir as crianças no cotidiano da casa, por meio da divisão de tarefas domésticas, por exemplo. E que tal fazer o mesmo nas decisões financeiras da família? Inclua as crianças nas idas ao mercado, peça a opinião delas na hora de escolher um passeio ou até a assinatura de um produto. O importante é incluir os pequenos e pequenas nas decisões, explicando como funciona o orçamento familiar. Ainda, dividir as responsabilidades é uma maneira para que as crianças sintam-se parte atuante da família. E não se esqueça de abrir espaço para perguntas! Questione o que os pequenos ou pequenas acreditam que deveria ser incluído ou excluído dos gastos. Dessa maneira, você incentiva a participação ativa das crianças e estimula o senso crítico.

O que é IPO?

O aumento de investidores na bolsa de valores traz algumas dúvidas e muitos aprendizados. E um deles é sobre um dos mais importantes eventos do mercado financeiro: o IPO. O IPO nada mais é do que a estreia das empresas na bolsa de valores, é a partir de um IPO que as ações de uma companhia passam a ser negociadas. A sigla IPO vem do inglês e significa Initial Public Offering. Ou seja, Oferta Pública Inicial em português. Em outras palavras, é a primeira vez que uma empresa vende ações para o público através da bolsa de valores. Dessa forma, esse termo ficou muito conhecido e é largamente usado pelo mercado. Nesse sentido, a empresa deixa de ser de capital fechado e passa a negociar ações na bolsa. Por isso, se diz que a empresa fez uma abertura de capital. Em outras palavras, os proprietários diluem parte da empresa e a oferecem para novos investidores – que serão também acionistas. Quais os requisitos para IPO? O processo para organizar a abertura de capital costuma levar cerca de um ano. E pode custar mais de R$ 2 milhões. Em alguns casos, pode ser muito mais do que isso. A estrutura para organizar o processo geralmente tem um gestor e diversos especialistas, entre advogados e contadores. Além disso, um banco de investimentos (ou mais de um) e consultorias especializadas em mercado financeiro auxiliam no processo. Quando a oferta está pronta, cerca de 8 meses antes do IPO, é hora de preparar um prospecto. Dessa forma, as empresas apresentam as informações financeiras dos últimos anos. Em seguida, chega o momento de auditar essas informações e alinhar tudo para a abertura de capital. Vantagens e desvantagens  A abertura de capital, ou IPO, é um sinal de sucesso. Para muitas empresas, é a oportunidade de captar dinheiro para seguir crescendo. Algumas vantagens do IPO para a empresa: Maior transparência e acesso a diferentes investidores; Os proprietários podem vender parte de suas ações ao público no dia da abertura de capital. Possibilidade de crescimento com o dinheiro “mais barato” disponível. Afinal, trata-se de atrair investidores que acreditem no potencial da empresa, mas sem promessas; O quadro de profissionais tende a ficar cada vez mais especializado e com pessoal de alto nível. Já que a empresa pode oferecer ações como parte dos benefícios; Abertura para novos projetos e parcerias com a maior visibilidade com a negociação na bolsa de valores. Algumas desvantagens do IPO para a empresa: A abertura de capital é um processo burocrático e que exige investimento elevado. Nesse sentido, costuma desanimar empresas que não sejam “grandes” o suficiente; Determinadas regras de abertura de capital exigem um prazo de permanência dos acionistas e investidores que existiam antes do IPO. Ou seja, eles são obrigados a manter suas posições e permanecer sócios por algum tempo depois do processo; Muitas informações estratégicas antes confinadas aos sócios e corpo de diretores agora também precisam ser públicas. Em outras palavras, isso pode servir como subsídio para concorrentes; Existe a necessidade de administrar bem os sócios e grupos que podem surgir da compra concentrada de ações. É preciso cuidado da gestão para não ocorrer uma tomada hostil de controle ou alguma dissidência que prejudique a tomada de decisões. Vale a pena investir no IPO?  Todo investidor iniciante se pergunta sobre entrar ou não em uma abertura de capital. A dúvida é comum porque parece uma ótima oportunidade de comprar as ações por um preço mais baixo. No entanto, não é tão simples assim. O fato de o mercado não conhecer bem a empresa também pode impactar o valor das ações no IPO. Assim, de um lado, existe o potencial de valorização das ações logo após a estreia do pregão. Ou seja, uma vantagem. Por outro lado, o contrário também pode acontecer, e s ações se desvalorizarem. E é preciso levar isso em consideração. Ofertas primárias x ofertas secundárias Talvez você já tenha lido por aí que existem ofertas de ações diferentes, e entender a diferença é bem simples. Nas ofertas primárias, a própria empresa oferece novas ações ao mercado. Portanto ao vendê-las ela fica com o dinheiro levantado. Nas ofertas secundárias, quem coloca as ações à venda são alguns dos atuais sócios. Então o dinheiro vai para eles e não para o caixa da empresa. Conclusão Um IPO é um momento histórico para a empresa e para o país onde a empresa existe e opera. Afinal, trata-se de um negócio com potencial buscando dinheiro de investidores dispostos a correr riscos para obterem resultados diferenciados. No Brasil, temos pouco mais de 400 empresas listadas na Bolsa. Por outro lado, nos Estados Unidos são mais de 5.000 (NYSE e Nasdaq). Temos um longo caminho para percorrer e o conhecimento sobre o tema é essencial. Esperamos ver muitos IPO’s em 2021.

10 dicas para casais conquistarem objetivos financeiros

Como bem se sabe, dentre os maiores motivos de divórcio no mundo estão problemas relacionados ao controle das finanças dentro do ambiente familiar. Por isso,  separei algumas dicas que irão ajudar os casais a se unirem e conquistarem seus objetivos. 1. Falar sobre dinheiro Dinheiro não deve ser um tabu entre casais, pois para uma vida a dois manter-se saudável, é preciso ter sinceridade e transparência em todos os aspectos da vida, inclusive quando o assunto é dinheiro. 2. Divisão das despesas Se ambos possuem renda, então é importante que haja uma divisão dos gastos da casa. De forma prática, o ideal é que cada um contribua com as despesas de forma proporcional à sua renda. Por exemplo: se o casal possui renda de R$ 15 mil, sendo R$ 9 mil da esposa e R$ 6 mil do marido, então eles contribuem para a renda familiar, respectivamente, na proporção de 60% e 40%. Nesse caso, uma boa dica de finanças para casais é que a contribuição nas despesas mensais também ocorra nessa proporção. O casal pode também optar por dividir as despesas com algum outro critério que não seja de maneira proporcional à renda. O ponto importante é que ninguém fique com o pensamento de que está sendo injustiçado pela falta de empenho do outro em contribuir para o bem estar financeiro da família. 3. Mesada do casal Desde que em primeiro lugar sejam pagas as contas da casa e seja reservado um valor para investimentos, é importante estipular um valor fixo mensal, para que cada um possa utilizar como desejar. 4. Ter um controle financeiro Muitas brigas entre casais acontecem porque no final do mês ninguém sabe para onde o dinheiro foi. Assim, um fica culpando o outro e ninguém chega a lugar algum. Fazer o controle financeiro significa fazer o levantamento de tudo que a família possui de receitas e despesas, mas também realizar a análise da estrutura de gastos familiar. Dessa maneira é possível conhecer os pontos em que é preciso mudar o comportamento de consumo ou, até mesmo, gastar um pouco a mais. 5. Manter sempre uma reserva de segurança A quinta dica de finanças para casais é que imprevistos acontecem com todo mundo, e como o próprio nome já diz, não sabemos quando irão ocorrer. Alguns imprevistos podem representar grandes gastos, afetando diretamente o dia a dia da família, o que é muito ruim para a vida de um casal. Por isso é preciso estar preparado o tempo todo. Para essas situações, o recomendado é a construção de uma reserva de segurança. Além de imprevistos, ter uma reserva de segurança é importante para garantir liberdade na execução de alguns projetos ou sonhos pessoais, como é o caso de quem deseja realizar uma transição de carreira — em alguns casos se sujeitando a reduzir a renda por um período, por exemplo. 6. Ter uma reserva para sonhos Às vezes é importante dar um tempo, viajar, comer em algum lugar bacana, fazer um programa diferente. Mas estes programas podem se tornar muito caros, apertando o orçamento. Por isso uma boa dica de finanças para casais é economizar um pouco cada mês especificamente para os sonhos. O valor a ser poupado é de escolha dos dois, mas o importante é não comprometer as finanças do casal. 7. Listar os objetivos a serem atingidos O casal não deve se esquecer do futuro. Nesse caso, é importante começar a planejar o futuro agora. Seja comprar um imóvel , aumentar a família ou programar a aposentadoria…a forma mais fácil de conseguir tudo isso é juntando um pouquinho todos os meses e investindo. No final, a recompensa é ver como todo o esforço valeu a pena! 8. Formalizar a relação Se o casal já mora junto e não tem nenhum documento que formalize a união, é bom ficar atento. Não é preciso casar, necessariamente, mas um contrato de união estável é essencial. O principal ponto nesta dica de finanças para casais é que uma união entre duas pessoas gera impactos jurídicos e patrimoniais. Por isso, é importante que o casal esteja formalmente preparado para evitar constrangimentos e embaraços em situações indesejadas, como a morte e o divórcio, por exemplo. 9. Encontrar o equilíbrio É praticamente impossível encontrar duas pessoas que pensem exatamente igual. Por isso, o casal vai precisar achar um equilíbrio entre a forma como cada um lida com dinheiro. Se um gasta muito, o outro vai precisar ser mais linha dura. O importante é viver dentro de um padrão de vida possível de ser proporcionado pela renda do casal. Para isso é preciso se conhecer, estar disposto a abrir mão de algumas coisas, ter muita parceria e definir objetivos comuns. 10. Orçamento para lazer A última dica de finanças para casais é estipular um valor máximo que pode ser gasto com lazer. Essa meta pode ser semanal ou mensal, dependendo dos hábitos de cada casal. Somos movidos a recompensas e esses “presentes” irão nos motivar a atingir nosso objetivo maior. É importante ressaltar que esse valor não deve atrapalhar nem a reserva para sonhos, nem a reserva de segurança e nem o futuro do casal. A ideia é justamente ajudar a atingir esses objetivos.

Como você tem feito a divisão do seu orçamento?

A regra 50 30 20 é um método para fazer a divisão do seu orçamento e assim organizar as suas finanças. Ao dividir o seu orçamento com base nela, é possível criar mais equilíbrio financeiro. A proposta dessa regra é que 50% da sua renda seja utilizada em gastos fixos referentes às suas necessidades; 30% seja de gastos variáveis, que podem ou não acontecer ao longo do mês; e 20% para o seu objetivo financeiro, seja ele fazer uma reserva de emergência, pagar dívidas ou investir, por exemplo. O primeiro passo para colocar a regra 50 30 20 em prática é identificar exatamente qual é a sua renda. Para isso, faça o cálculo da sua renda líquida, ou seja, basta subtrair todos os descontos e impostos da sua renda bruta. Depois de fazer esse cálculo, identifique e faça o registro de todos os seus gastos mensais, pode ser em uma planilha, em algum aplicativo ou até mesmo colocando na ponta do lápis. Depois de fazer esse controle, chegou a hora de classificar cada um desses gastos. Para isso, as categorias são: gastos fixos e essenciais; gastos variáveis; e objetivos financeiros. Gastos fixos e essenciais (50%)  Metade do seu orçamento deve ser destinado às contas essenciais e obrigatórias, ou seja, aquilo que é indispensável. Nessa categoria estão gastos com alimentação, aluguel, contas de luz e água, entre outros itens. Para entender o que é essencial, você pode fazer o seguinte exercício e se perguntar: esse mesmo gasto seria necessário caso eu tivesse um estilo de vida completamente diferente ou se os meus planos futuros fossem outros? Se a resposta for sim, é um gasto necessário. Além disso, é importante ressaltar que esse é um exercício individual. Um certo gasto pode ser entendido como essencial para algumas pessoas e como dispensável para outras. Por isso, é importante que você exercite essa reflexão sobre os seus próprios gastos e seu estilo de vida. Despesas variáveis (30%)  Essa é a parte do orçamento que deve ser destinada aos desejos pessoais. Nesse grupo, entram despesas como passeios, idas a restaurantes e viagens, por exemplo. Essa é a categoria mais pessoal e a que mais varia, já que cada pessoa avalia quais são os seus desejos. Mesmo que muitas pessoas pensem que essa categoria não seja relevante, é importante proporcionar momentos de lazer e de bem-estar. Por isso é fundamental prever isso no seu orçamento mensal e destinar essa porcentagem da sua renda para você mesmo. Objetivos financeiros (20%) A última porção do seu salário deve ser direcionada para algum objetivo financeiro, como a quitação de dívidas (caso você tenha), investimento ou mesmo a criação da sua reserva de emergência. Se você tem dúvida do que fazer logo no início da sua reorganização financeira, priorize a criação da sua reserva. Em caso de emergências, ela vai ser fundamental para a sua saúde financeira. Além disso, é possível distribuir os 20% da sua renda em diferentes frentes. Você pode, por exemplo, aplicar metade desse valor em algum tipo de investimento e a outra metade para o seu fundo de reserva, por exemplo. Esse percentual é muito importante e não pode ser deixado de lado. É ele que pode dar o suporte necessário para os seus projetos no futuro e oferecer mais segurança financeira. A principal vantagem da regra 50 30 20 é a sua rápida implementação. É um jeito ágil e prático de organizar as finanças e entender quais são os principais gastos, e, a partir disso, conseguir redirecionar a sua renda para cada uma das categorias. É importante ressaltar que essa metodologia pode ser adaptada de acordo com as suas necessidades. Algumas pessoas podem destinar menos da sua renda à reserva de emergência, por exemplo, por não ter condições para reservar 20%. O importante é adaptar e seguir a ideia central de dividir a renda nas 3 categorias. O que não se mede, não se gerencia. Por isso, criar uma boa relação com o seu dinheiro para saber como administrá-lo bem, começa com a organização financeira e o método 50 30 20 irá ajuda-lo nessa jornada.

Organização Financeira para Autônomos

Um dos grandes desafios dos profissionais que trabalham por conta própria, é organizar de forma separada, as finanças pessoais das finanças da empresa. No geral os profissionais liberais têm mais dificuldade na hora de planejar, pois seus ganhos são variáveis, ainda mais quando o setor possui picos de consumo sazonais. Por isso, ser autônomo requer alguns cuidados para não cair nas armadilhas do seu próprio negócio: 1 – Separe as finanças pessoais das despesas do seu negócio: Essa é a dica mais recomendada por 10 entre 10 especialistas no assunto. Apesar disso, é um dos principais motivos pelo qual os profissionais autônomos se endividam. Misturar os gastos, gera uma grande confusão e o primeiro passo para se organizar financeiramente, é fazer essa separação. Distinguir custos pessoais dos profissionais, vai ajudar também na hora de declarar o imposto de renda. Portanto, o primeiro passo para começar a separar as despesas é ter uma conta bancária e um planejamento para Pessoa Física e outra para Pessoa Jurídica. 2 – Calcule os custos fixos pessoais e da empresa: Seguindo na mesma linha, agora é o momento de analisar a planilha que você fez e entender quais são os custos fixos mensais, como aluguel, internet, telefone, entre outros. Saiba o que realmente é necessário e o que é supérfluo nos dois casos (pessoal e da empresa). Pode aproveitar esse passo para cortar alguns itens e já fazer algumas economias. Com as despesas bem definidas, separe mensalmente a quantia necessária para arcar com os gastos pessoais e os gastos da empresa. Caso sejam contas variáveis, como água e luz, calcule a média dos últimos meses para se preparar. Se o orçamento não fechar, considere reduzir  custos ou planejar algo para aumentar seu faturamento. 3 – Tenha capital de giro na empresa: Capital de giro é essencial para fazer uma empresa rodar, sendo o valor representado pelos itens de consumo básico, necessários para a instituição operar, o qual você apurou no item acima. Por isso, esse dinheiro se torna tão importante para não depender apenas das entradas de caixa. 4 – Use o cartão de crédito com inteligência: Quando falamos sobre pessoa física, o ideal é possuir apenas um cartão de crédito, que tenha um bom programa de benefícios e centralizar seus gastos nesse cartão, para pontuar e usufruir desses benefícios. Na empresa, você também pode ter um cartão empresarial atrelado a sua conta jurídica, porém se tiver o capital de giro citado no item anterior, não é necessário. Apenas organize seu fluxo de caixa definindo seus pagamentos nas datas dos seus recebimentos, sem precisar recorrer a nenhuma ferramenta de antecipação. Caso haja algum desajuste no fluxo de caixa, você terá seu capital de giro para rodar o mês tranquilamente. 5 – Inclua as férias no planejamento: Tirar férias é fundamental para a saúde, além de ser uma ótima maneira de aumentar a produtividade e voltar com mais gás para a sua profissão. Na hora de planejar suas finanças pessoais, inclua os gastos com as férias, considerando uma viagem e a diminuição de receita. Aproveite um período em que o seu ramo de atuação esteja um pouco mais fraco para não deixar de faturar muito. E será muito melhor se coincidir com a baixa temporada, já que poderá viajar para excelentes lugares pagando mais barato. 6 – Faça uma reserva de emergência: Separe uma parte do seu faturamento e do seu salário e destine para um fundo de emergência. Isso vale tanto para fazer uma reserva pessoal, quanto profissional. Essa é uma das principais dicas de finanças para autônomos, pois como os ganhos são variáveis, é muito importante ter uma segurança. Defina o quanto vai destinar por mês para essa reserva. O ideal é ter, no mínimo, um caixa que cubra seis meses de custos e despesas, antes de retirar o lucro da empresa. Em meses melhores, coloque mais dinheiro nessa quantia. E de preferência, invista em produtos com uma boa combinação entre retorno, risco e liquidez. 7 – Se programe para o longo prazo: Recolha contribuições para o INSS, pague uma previdência privada ou invista em títulos públicos de vencimento longo. O importante é conseguir poupar no presente para aproveitar também no futuro. Diferente dos assalariados, que têm FGTS e pagam automaticamente pela aposentadoria, quem é autônomo precisa cuidar dessas questões por conta própria. Com o passar do tempo, é complicado manter o ritmo de trabalho. Se o faturamento diminuir, o investimento feito no passado vai ajudar a manter o padrão de vida, sem precisar passar por grandes dificuldades. Procure separar uma quantia para investir todo o mês, de forma que isso passe a ser um custo fixo no seu planejamento. 8 – Estipule adequadamente o preço dos seus serviços: No caso de trabalhar oferecendo serviços, saiba definir o preço pelo seu trabalho. Faça uma pesquisa de mercado e cobre um valor que cubra suas despesas e te dê a margem de lucro que você precisa. Mas dê valor ao seu produto e explique para o cliente o porquê do preço cobrado. Revise esse custo a cada seis meses. Fazendo isso, você não vai ganhar um dinheiro que vale menos por conta da inflação e continua a se atualizar com base no que é cobrado por outros concorrentes do mesmo setor. 9 – Não guarde o dinheiro embaixo do colchão: Muitos profissionais autônomos recebem pagamentos em dinheiro vivo e acumulam essa parte do patrimônio em casa. Primeiramente, existe a questão de segurança. Outro ponto é que o dinheiro perde poder de compra. Se hoje, o valor acumulado em casa é capaz de fazer a compra de quatro meses de supermercado, é provável que em pouco tempo esse montante só cubra três compras e assim sucessivamente. Então o melhor a fazer, é buscar investimentos atrelados ao seu objetivo. Para isso, defina qual o objetivo de guardar o dinheiro e quando ele será utilizado. Objetivos de curto prazo por exemplo, pedem ativos de renda fixa e que tenham liquidez, ou seja, que podem ser resgatados a

O que é o Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é um tipo de investimento em renda fixa. Ele é diferente das aplicações de renda variável como as ações, quando você não sabe qual será o rendimento. É por isso que a renda fixa é uma opção mais segura para investidores iniciantes e mais conservadores. A compra destes títulos funciona como um empréstimo para o governo. Ele usa seu dinheiro e o devolve no prazo determinado, incluindo o acréscimo dos juros por ter emprestado esse valor. Eles são divididos em: Prefixados Tesouro Prefixado (LTN) – há apenas um pagamento, que é feito quando o título vence e você recebe a rentabilidade total informada quando fez a aplicação. Assim, se você compra um título ou parte dele hoje, receberá o mesmo valor após o prazo do vencimento, somado aos juros determinados. Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F) – oferece rentabilidade logo após a aplicação, com pagamento de juros a cada seis meses. Ou seja, você vai recebendo a rentabilidade durante a vigência da aplicação.  Pós-fixados Tesouro Selic (LFT) – há apenas um pagamento, quando vence a aplicação. Ela é indicada para os mais conservadores por acompanhar a taxa básica de juros, que sofre poucas variações ao longo dos meses. Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B) – trabalha com a rentabilidade prefixada na hora da aplicação e a variação da inflação. Nesse tipo de título, a rentabilidade é paga ao longo do período da aplicação, a cada seis meses, mas com incidência da alíquota do Imposto de Renda. Tesouro IPCA+ – funciona da mesma forma que o título anterior, mas sem o pagamento de juros semestrais. Ou seja, após o vencimento você recebe o valor investido com o acréscimo de juros prefixado e a variação da inflação.

O que é Forex?

Forex é a sigla de Foreign Exchange Market. Em português, o termo significa Mercado de Moeda Estrangeira. Ele foi criado em 1971 e movimenta trilhões de dólares diariamente. O Forex é considerado o maior mercado cambial do mundo. Resumidamente, trata-se de um ambiente virtual em que são realizadas transações de compra e venda de moedas. Sua plataforma fica aberta das 22h do domingo às 22h da sexta-feira. Ela pode ser acessada por bancos comerciais, centrais e empresas de todos os tipos, além de pessoas físicas. Na prática, as transações em Forex envolvem duas moedas, que juntas formam um par de moedas. Uma moeda é comprada, enquanto a outra é vendida. Considere o par de moedas EUR/USD. Se você comprar este par, você estará comprando euros e vendendo dólares. Se você vender este par, você estará vendendo euros e comprando dólares. Se as compras de um par de moedas excedem as vendas, o preço sobe. Se as vendas excedem as compras, o preço cai. Os especuladores que negociam no Mercado Cambial, buscam identificar se o valor de uma moeda em relação à outra aumentará ou diminuirá. Ou seja, os resultados dependem da relação cambial. Se a sua previsão realmente acontecer, ele receberá os retornos positivos. Caso contrário, terá perdas financeiras. Uma das características das transações no Forex, além do investimento realizado em pares, é a sua velocidade. As operações ocorrem em questão de minutos. Outro ponto muito utilizado nesse mercado é a alavancagem. Ela representa a possibilidade de operar com valores além do que você tem. Isso pode impulsionar os resultados, tanto positivos quanto negativos. Também é preciso se atentar à insegurança institucional, pois o mercado não é regulamentado no Brasil. Por isso é preciso abrir uma conta em um país estrangeiro e enviar o dinheiro para realizar alguma operação no Forex. As moedas são ativos muito voláteis. Por isso, antes de começar no Forex, analise se tem o perfil para operar. É importante estudar e se aprofundar no assunto e ainda assim, caso se identifique com esse mercado, é mais seguro abrir uma conta demonstrativa em uma corretora internacional que opere forex para treinar até que esteja seguro dos riscos para operar na conta real. E por fim, nunca opere sem estabelecer uma metodologia de gerenciamento de riscos!

O que é Minimalismo e como ele pode te ajudar nas finanças?

Primeiramente Minimalismo é um estilo de vida em que, vivendo com menos coisas, temos, mais tempo, espaço, energia e dinheiro para vivermos nossa vida. Muitas pessoas que aderem ao minimalismo não, necessariamente, afundaram-se em dívidas, antes de aderir. Mas se cansaram de ver todo o seu dinheiro ir embora em coisas que se acumulavam em suas casas. Após fazer a transição, muitos viram que poderiam se dedicar a suas verdadeiras paixões. Seja viajar, dedicar-se a seus hobbies, estar mais presente com os amigos ou a família. E mais importante: gastando menos, é possível poupar mais dinheiro, ficando mais fácil conquistar a tão sonhada independência financeira. O minimalismo é um estilo de vida que tem muito a oferecer a quem adere a ele. Você pode começar essa mudança, simplesmente jogando fora o que não está mais em condições de ser usado. Depois disso, é um ato muito gratificante o de doar o que ainda está em bom estado, mas você não quer mais. E se você tem algo de valor, também pode vender. Existem várias plataformas de venda de produtos usados que você poderá colocar os seus. Caso você possua alguma habilidade manual, também é possível reaproveitar o que você tem, para dar uma segunda chance às suas roupas ou ressignificar objetos do cotidiano para outros usos. O minimalismo vem de encontro com o, cada vez mais provável, colapso para o qual nossa sociedade de consumo parece estar caminhando. Sua vida poderá ser ainda mais próspera, se conseguir desapegar do que não necessário para você. Assim, você poderá concentrar em conquistar sonhos que realmente importam. Mesmo que você pense que este não seja seu estilo, o minimalismo poderá contribuir para atingir o que sempre sonhou. Você não necessariamente precisa aderir a esse estilo de vida para sempre, mas poderá utiliza-lo temporariamente para alcançar mais rapidamente, seus objetivos.