O que é o dividend yield?

Muita gente entra no mercado de ações apenas para lucrar com as oscilações dos preços dos ativos. Porém, existe um perfil de investidor que almeja ganhar também com o pagamento de proventos. Isso quer dizer que ele não se preocupa apenas em comprar na baixa e vender na alta, mas também em receber parte dos lucros da empresa emissora do ativo. Esses lucros são distribuídos aos acionistas por meio do pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio. O dividend yield, rendimento de dividendos em português, é justamente a relação entre esses proventos pagos pelas empresas e o preço dos papéis. Para que serve essa métrica? Esse indicador serve para mensurar a performance de uma companhia em relação ao pagamento dos proventos. Por meio dele, é possível estabelecer uma relação entre os dividendos distribuídos ao longo de 12 meses e o preço atual da ação da empresa. O DY serve para que o investidor consiga ter uma ideia de quanto determinada empresa poderá vir a pagar em proventos nos próximos 12 meses, analisando o que foi pago no mesmo período anterior. Com base nisso, é possível avaliar se o investimento é ou não vantajoso do ponto de vista dos dividendos. Como calcular o dividend yield de uma ação? Calcular o dividend yield de uma ação é bem simples e não exige nenhum cálculo completo. Para encontrar o indicador, basta dividir os proventos pagos por ação pela empresa nos últimos 12 meses pela cotação atual dos papéis da companhia. A fórmula é a seguinte: Dividend yield = valor dos proventos (dividendos ou JCPs) por ação ÷ cotação da ação × 100 Vejamos um exemplo para ficar mais claro: imagine que uma empresa pagou R$ 2,00 por ação nos últimos 12 meses e, atualmente, sua ação esteja valendo R$ 20,00. Seu dividend yield seria de 10%. Caso um investidor tivesse adquirido 200 ações desta empresa por R$ 20,00 cada, com o investimento de R$ 4.000,00, teria recebido cerca de 400 reais em proventos, ou seja, 10% do investimento inicial. Como interpretar o DY? Apesar de o cálculo ser fácil, a análise do resultado pode ser um pouco mais complexa. Com base nas informações acima, podemos notar que quem busca por empresas que paguem bons proventos, deve ficar de olho nas companhias que possuem os maiores valores de dividend yield. O DY varia de acordo com a oscilação dos preços das ações e também conforme o total de dividendos pagos no período. Dessa forma, se o preço da ação cair, o dividend yield irá subir. E quanto maior o dividend yield, melhor para o investidor. Entretanto, é importante ter em vista que o dividend yield pode estar distorcido por conta de lucros que não sejam recorrentes. Por isso, o DY não deve nunca ser considerado de forma isolada, mas deve ser analisado levando em conta a procedência e recorrência dos dividendos, o payout (percentual do lucro que é distribuído entre os acionistas), a rentabilidade da empresa e suas margens. Pode acontecer também de uma empresa com prejuízos pagar bons proventos com o objetivo de atrair capital, o que representaria um risco para investidores que se atentam apenas ao DY. Portanto, antes de escolher em qual ação investir, realize uma análise sólida e completa para reduzir riscos. Conclusão Quem pretende montar uma carteira de investimentos com foco no recebimento de dividendos deve não apenas aprender a calcular o dividend yield, mas, principalmente, saber interpretar esse indicador e incluí-lo em uma análise mais completa em conjunto com outros dados que contribuam para uma decisão mais assertiva. É importante acompanhar os fundamentos da companhia constantemente, para identificar métricas distorcidas e não cair em ciladas.
O que é Análise Fundamentalista?

É a análise de ativos baseada em fundamentos. Essa análise busca determinar o valor de um título, concentrando-se em fatores que afetam o negócio de uma empresa e suas perspectivas futuras. Em um âmbito mais amplo, refere-se à análise da saúde econômica de uma entidade financeira ao invés de analisar apenas os movimentos de preços das ações. Ela serve para ajudar o investidor a avaliar como está a saúde financeira e operacional da empresa e, assim definir se é interessante, ou não, investir dinheiro em suas ações, as quais são negociadas na bolsa de valores. Por ter esta característica , esse tipo de análise é muito usada no mercado de ações por investidores que possuem foco de investimento no longo prazo.
O que é Score e para que serve?

Olá, tudo bem com você? Você já deve ter ouvido a palavra “score” quando foi solicitar um financiamento, um cartão ou fazer alguma compra…mas afinal, para que serve o score? Score é uma ferramenta de avaliação estatística, que analisa uma série de informações do consumidor e indica, por meio de uma pontuação, o grau de risco de inadimplência desse consumidor. Ele que determina por exemplo, a aprovação de um financiamento para compra de um carro, a aquisição de um empréstimo, a obtenção de cartões de crédito ou a abertura de contas. O score vem no formato de uma nota, que atualmente é medida dentro de uma escala de 0 a 1.000 pontos. Quanto maior sua nota, mais chances você tem de conseguir crédito. E como podemos aumentar essa nota? Bem… existem algumas coisas, que fazem toda a diferença na hora sermos pontuados. Para ter ou manter um bom score, tenha o seu nome limpo e sem restrições, não atrase o pagamento das contas, mantenha seu cadastro atualizado no site do Serasa e Boa Vista (serviços de proteção ao crédito) e ative o cadastro positivo nos órgãos de proteção ao crédito. Pontuações até 300 são consideradas de alto risco e o consumidor pode ter seu pedido negado. De 301 e 700 pontos, são consideradas de médio risco e geralmente é possível conseguir empréstimos, cartões de crédito e financiamentos de veículo, porém com as taxas praticadas no mercado. Agora, acima de 700 pontos são scores considerado de baixo risco e quem tem essa pontuação, consegue negociar valores maiores e taxas bem mais baixas que as praticadas no mercado. Para consultar o seu score, você precisa se cadastrar no site do SERASA ou do Boa Vista. É rápido e simples e as consultas são gratuitas. Basta ter em mãos o número do seu CPF. Se você achar que sua pontuação está baixa, verifique se teve ou tem, algum protesto ou negativação no seu histórico de pagamentos, financiamentos ou empréstimos. Você pode melhorar seu score incluindo seu nome no cadastro positivo pelo site www.consumidorpositivo.com.br . Ao solicitar sua inclusão no cadastro positivo, você autoriza que as empresas forneçam detalhes da sua movimentação financeira juntos às mesmas, o que permite uma avaliação mais precisa e detalhada quando você solicitar crédito. Mas a melhor maneira de manter um score elevado é não se endividar, pagar as contas em dia e não utilizar o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito, ou seja, controlando suas finanças você só tem a ganhar!
5 dicas para sair do vermelho

Hellooooo! Tudo bem? Que atire a primeira pedra quem não tem ou já teve uma dívida, não é mesmo? Há quem diga que não têm, mas basta perguntar “você possui alguma compra parcelada?” para descobrirmos que isso não é 100% verdade! Na maioria das vezes, contraímos dívidas para aproveitar o presente…e não há mal nisso, desde que o nosso futuro não seja comprometido. O problema é quando as dívidas saem do controle e começam a impactar nossa qualidade de vida. A maioria das pessoas quando adquirem uma dívida, acreditam que terão condições de pagá-la conforme planejado, porém, quando surge algum imprevisto, nos deparamos com uma situação desesperadora!!! Bem…vamos então seguir à risca as dicas abaixo e será possível sim, se ver livre deste pesadelo o quanto antes: 1 -Levante suas dívidas: Na maioria das vezes, temos em mente, o valor da dívida de quando a contraímos, porém não nos damos conta de que esse valor já está sendo corrigido mensalmente e está se tornando cada dia maior. Por isso, liste todas as dívidas em uma planilha, colocando todas as informações, principalmente, a taxa de juros. Por exemplo: Dia Descr. Vlr Devido Vlr da parcela Parcelas Juros a.m. 20 Cartão 3.000,00 150,00 20 15% 30 Carro 15.000,00 1.000,00 15 3% Aposto que ficaremos assustados, se fizermos as contas de quanto o atraso no pagamento, irá gerar uma dívida ainda maior. Nosso objetivo é priorizar o pagamento das dívidas com maiores taxas de juros. 2 – Reduza suas Despesas: Analise cada despesa e veja quais podem ser cortadas. Este valor é a sua capacidade de pagamento das parcelas da dívida. Estamos falando em frear os gastos, que muitas vezes implica em dar um passo para trás no padrão de consumo. Para ajudar nesta tarefa, converse com sua família para que todos entendam melhor a situação e o ajudem a economizar. 3 – Avalie seu patrimônio: Antes de ir ao banco renegociar suas dívidas, faça uma avaliação do seu patrimônio. Veja se não há bens dos quais possa abrir mão, como por exemplo: um terreno que custa manutenção todos os meses, uma motocicleta que só é usada em fins de semana ou uma casa de praia que os parentes usam mais do que você. Além de permitir que se quite boa parte das dívidas ou, quem sabe, o total delas, a venda de um bem não-essencial traz um alívio ao seu orçamento doméstico. Muitas vezes, acumulamos despesas mensais para “manter” um patrimônio por puro status. 4 – Renegocie suas dívidas: Quando se fala em renegociação de dívida, entenda como uma readequação de valores e prazos de pagamento, de modo que o devedor consiga pagar. A lógica é simples: quando o credor percebe que o devedor dificilmente o pagará conforme previsto, ele prefere receber um pouco menos ou em um prazo maior, do que não receber. Desta forma, procure seus credores, começando pelos que cobram os juros mais altos, como cheque especial e cartão de crédito. Procure negociar uma redução nos juros cobrados e um parcelamento maior da dívida, de modo que cada prestação caiba na sua capacidade de pagamento. Demonstre os seus esforços, tenha argumentos, se necessário mostre suas planilhas, enfim… tente convencer os credores do seu planejamento para quitar a dívida. 5 – Faça um Controle Financeiro bem monitorado: Depois de ter renegociado as dívidas, o próximo passo é não sair da linha!! Monitorar rigorosamente o planejamento, é essencial para que o plano de sair das dívidas, não caia por terra! Utilize a planilha de controle financeiro que eu disponibilizei aqui no blog ou alguma outra de sua preferência, mas o importante é acompanhar semanalmente os gastos e ter controle emocional para que nada atrapalhe essa conquista libertadora!