Contratar uma previdência privada ou investir por conta própria?

Atualmente existem uma série de opções de planos de previdência. Mas em meio a tantas opções, é preciso estar atento e tomar alguns cuidados. Afinal, existem vários custos associados ao plano de previdência. Primeiramente, precisamos entender que um plano de previdência trata-se de um fundo de previdência. Assim como qualquer fundo de investimento, existe uma taxa de administração. Muitas vezes, essas taxas são impraticáveis e podem comprometer o seu investimento no longo prazo. Outra possibilidade, é você mesmo investir o seu dinheiro dinheiro para a sua previdência privada. Afinal, por que contratar um plano de previdência se você mesmo pode montar sua própria carteira de acordo com seus propósitos? Talvez, não seria mais interessante colocar o seu capital em outros tipos de investimento? Fugir inclusive, de fundos de investimento para eliminar taxas indesejáveis? Bem, a resposta é…se você não tem conhecimento sobre o mercado financeiro e não entende de estratégia, talvez seja muito melhor pagar uma taxa de administração. Contratar um gestor para conduzir uma estratégia de sua confiança, talvez seja mais seguro e compense pagar as taxas. Afinal, a escolha de um bom plano de previdência pode trazer lucros que compense o investimento. Agora, se você tem conhecimento sobre o mercado financeiro e entende de estratégias, será que vale mais a pena construir sua previdência através de um home broker? Primeiramente, deve-se fazer algumas análises. Primeiro é preciso ter uma estratégia de acompanhamento do mercado. Saber o que está valendo a pena investir, e o que não está valendo a pena. Você precisa gastar um tempo a mais, afinal este trabalho do gestor do fundo de previdência, será atribuído a você. Investimento por conta própria, também vai exigir de você uma organização. Você precisa fazer o levantamento do quanto pagou por cada título. Observar o quanto você lucrou com a venda deste título. Avaliar o que foi retirado pela bolsa. Tem ainda o DARF que precisa ser preenchido. A escolha de como sua previdência será construída é totalmente sua, bem como as consequências e os resultados. Por isso, pense bem antes de escolher o caminho! Independente se você optar por fazer sua previdência por conta própria ou através de um gestor, essa escolha sempre deve ser cuidadosa e estudada.
8 dicas para falar de educação financeira com as crianças

1. Comece explicando como se usa o dinheiro Comece apresentando o valor das coisas, de forma bem direta e fácil. Por exemplo, no supermercado, mostre uma nota de R$10 para as crianças e mostre que com esse valor, é possível comprar alguns itens, como o leite, a manteiga e o pãozinho. Também é importante enfatizar, o que não se pode comprar com essa mesma quantia. A ideia é que a criança entenda, gradualmente, que as coisas que consumimos e compramos tem custos diferentes. A partir daí, é possível introduzir conceitos como “caro” e “barato”, por exemplo. 2. Ensine de onde vem o dinheiro Para as crianças pequenas, a fonte do dinheiro pode ser bastante utópica. Inclusive, é bem comum que os pequenos acreditem que o cartão de crédito é uma fonte infinita de dinheiro. No entanto, é importante que os pais expliquem que eles ganham dinheiro através do trabalho e só assim conseguem comprar as coisas da casa. Vale contar que esse mesmo dinheiro é, então, guardado em um banco. Portanto, o cartão nada mais é do que um instrumento para pegar o dinheiro do banco. Dessa forma, é possível explicar por quais motivos não podemos gastar mais do que ganhamos. Além disso, ensina sobre o valor do trabalho e das nossas responsabilidades. 3. Mostre que usar o dinheiro exige escolhas Um dos pontos principais para que as crianças entendam mais sobre o dinheiro, é compreender que são necessárias concessões. Ou seja, uma certa quantia de dinheiro permite apenas determinada compra. Assim, se seu pequeno ou pequena quer comprar um doce, terá que escolher entre o sorvete e a barra de chocolate, por exemplo. Agora, se ele ou ela quiser um brinquedo, precisará juntar uma certa quantia de dinheiro. E, nesse momento, entra também o conceito de “poupança”. Assim, aos poucos, apresente as opções para que as crianças façam suas próprias escolhas. Ainda, ensine-as a fazer planos para conseguir comprar as coisas que desejam. 4. Cofrinho ajuda! Para ajudar as crianças a juntar moedas e poupar dinheiro, uma ótima ideia é usar um potinho ou um cofrinho. Melhor ainda se este objeto for transparente, pois ajuda os pequenos a verem o dinheiro sendo acumulado. Em seguida, incentive seu pequeno a estabelecer objetivos para aquela quantia de dinheiro. Assim, a criança pode juntar dinheiro para comprar um brinquedo ou realizar um passeio, por exemplo. Então, quando o objetivo for atingido, comemore com ela. Isso ajudará a fixar o conceito de esforço e recompensa. 5. E as mesadas? As mesadas podem ser uma boa oportunidade para que as crianças maiores aprendam a juntar dinheiro e gastá-lo com responsabilidade. Contudo, é importante definir um valor que seja condizente com a idade. Alguns profissionais recomendam a mesada apenas a partir dos seis ou sete anos de idade, quando o pequeno ou pequena já possui uma boa noção dos números e começa a ter maior familiaridade com a matemática. 6. Ensine seus filhos a doar Junto com a responsabilidade financeira vem também a responsabilidade social. Ensinar seu filho ou filha a doar uma certa quantia de dinheiro é bastante importante para que as crianças desenvolvam a consciência social, a empatia e para que também aprendam a dividir. Além disso, a doação pode acontecer por meio do dinheiro ou não. Afinal, uma possibilidade é doar brinquedos, roupas e livros, por exemplo. De qualquer forma, toda doação auxilia também na educação financeira como um todo. 7. Cumpra os combinados É importante cumprir os combinados. Ou seja, se vocês acordaram que aquele dinheiro seria para um brinquedo, e a criança viu outra coisa e quer usar parte ou toda a quantia, para comprar o novo objeto de desejo, explique de forma gentil e firme, que o dinheiro exige escolhas. E que neste caso, não poderá comprar também o brinquedo, pois estará gastando o dinheiro com outra coisa. Pode parecer duro, mas é realmente importante que a criança siga os combinados e saiba fazer as escolhas e tenha ciência das consequências. 8. Inclua as crianças em alguma decisão financeira Sabemos que é possível incluir as crianças no cotidiano da casa, por meio da divisão de tarefas domésticas, por exemplo. E que tal fazer o mesmo nas decisões financeiras da família? Inclua as crianças nas idas ao mercado, peça a opinião delas na hora de escolher um passeio ou até a assinatura de um produto. O importante é incluir os pequenos e pequenas nas decisões, explicando como funciona o orçamento familiar. Ainda, dividir as responsabilidades é uma maneira para que as crianças sintam-se parte atuante da família. E não se esqueça de abrir espaço para perguntas! Questione o que os pequenos ou pequenas acreditam que deveria ser incluído ou excluído dos gastos. Dessa maneira, você incentiva a participação ativa das crianças e estimula o senso crítico.
O que é IPO?

O aumento de investidores na bolsa de valores traz algumas dúvidas e muitos aprendizados. E um deles é sobre um dos mais importantes eventos do mercado financeiro: o IPO. O IPO nada mais é do que a estreia das empresas na bolsa de valores, é a partir de um IPO que as ações de uma companhia passam a ser negociadas. A sigla IPO vem do inglês e significa Initial Public Offering. Ou seja, Oferta Pública Inicial em português. Em outras palavras, é a primeira vez que uma empresa vende ações para o público através da bolsa de valores. Dessa forma, esse termo ficou muito conhecido e é largamente usado pelo mercado. Nesse sentido, a empresa deixa de ser de capital fechado e passa a negociar ações na bolsa. Por isso, se diz que a empresa fez uma abertura de capital. Em outras palavras, os proprietários diluem parte da empresa e a oferecem para novos investidores – que serão também acionistas. Quais os requisitos para IPO? O processo para organizar a abertura de capital costuma levar cerca de um ano. E pode custar mais de R$ 2 milhões. Em alguns casos, pode ser muito mais do que isso. A estrutura para organizar o processo geralmente tem um gestor e diversos especialistas, entre advogados e contadores. Além disso, um banco de investimentos (ou mais de um) e consultorias especializadas em mercado financeiro auxiliam no processo. Quando a oferta está pronta, cerca de 8 meses antes do IPO, é hora de preparar um prospecto. Dessa forma, as empresas apresentam as informações financeiras dos últimos anos. Em seguida, chega o momento de auditar essas informações e alinhar tudo para a abertura de capital. Vantagens e desvantagens A abertura de capital, ou IPO, é um sinal de sucesso. Para muitas empresas, é a oportunidade de captar dinheiro para seguir crescendo. Algumas vantagens do IPO para a empresa: Maior transparência e acesso a diferentes investidores; Os proprietários podem vender parte de suas ações ao público no dia da abertura de capital. Possibilidade de crescimento com o dinheiro “mais barato” disponível. Afinal, trata-se de atrair investidores que acreditem no potencial da empresa, mas sem promessas; O quadro de profissionais tende a ficar cada vez mais especializado e com pessoal de alto nível. Já que a empresa pode oferecer ações como parte dos benefícios; Abertura para novos projetos e parcerias com a maior visibilidade com a negociação na bolsa de valores. Algumas desvantagens do IPO para a empresa: A abertura de capital é um processo burocrático e que exige investimento elevado. Nesse sentido, costuma desanimar empresas que não sejam “grandes” o suficiente; Determinadas regras de abertura de capital exigem um prazo de permanência dos acionistas e investidores que existiam antes do IPO. Ou seja, eles são obrigados a manter suas posições e permanecer sócios por algum tempo depois do processo; Muitas informações estratégicas antes confinadas aos sócios e corpo de diretores agora também precisam ser públicas. Em outras palavras, isso pode servir como subsídio para concorrentes; Existe a necessidade de administrar bem os sócios e grupos que podem surgir da compra concentrada de ações. É preciso cuidado da gestão para não ocorrer uma tomada hostil de controle ou alguma dissidência que prejudique a tomada de decisões. Vale a pena investir no IPO? Todo investidor iniciante se pergunta sobre entrar ou não em uma abertura de capital. A dúvida é comum porque parece uma ótima oportunidade de comprar as ações por um preço mais baixo. No entanto, não é tão simples assim. O fato de o mercado não conhecer bem a empresa também pode impactar o valor das ações no IPO. Assim, de um lado, existe o potencial de valorização das ações logo após a estreia do pregão. Ou seja, uma vantagem. Por outro lado, o contrário também pode acontecer, e s ações se desvalorizarem. E é preciso levar isso em consideração. Ofertas primárias x ofertas secundárias Talvez você já tenha lido por aí que existem ofertas de ações diferentes, e entender a diferença é bem simples. Nas ofertas primárias, a própria empresa oferece novas ações ao mercado. Portanto ao vendê-las ela fica com o dinheiro levantado. Nas ofertas secundárias, quem coloca as ações à venda são alguns dos atuais sócios. Então o dinheiro vai para eles e não para o caixa da empresa. Conclusão Um IPO é um momento histórico para a empresa e para o país onde a empresa existe e opera. Afinal, trata-se de um negócio com potencial buscando dinheiro de investidores dispostos a correr riscos para obterem resultados diferenciados. No Brasil, temos pouco mais de 400 empresas listadas na Bolsa. Por outro lado, nos Estados Unidos são mais de 5.000 (NYSE e Nasdaq). Temos um longo caminho para percorrer e o conhecimento sobre o tema é essencial. Esperamos ver muitos IPO’s em 2021.
Organização Financeira para Autônomos

Um dos grandes desafios dos profissionais que trabalham por conta própria, é organizar de forma separada, as finanças pessoais das finanças da empresa. No geral os profissionais liberais têm mais dificuldade na hora de planejar, pois seus ganhos são variáveis, ainda mais quando o setor possui picos de consumo sazonais. Por isso, ser autônomo requer alguns cuidados para não cair nas armadilhas do seu próprio negócio: 1 – Separe as finanças pessoais das despesas do seu negócio: Essa é a dica mais recomendada por 10 entre 10 especialistas no assunto. Apesar disso, é um dos principais motivos pelo qual os profissionais autônomos se endividam. Misturar os gastos, gera uma grande confusão e o primeiro passo para se organizar financeiramente, é fazer essa separação. Distinguir custos pessoais dos profissionais, vai ajudar também na hora de declarar o imposto de renda. Portanto, o primeiro passo para começar a separar as despesas é ter uma conta bancária e um planejamento para Pessoa Física e outra para Pessoa Jurídica. 2 – Calcule os custos fixos pessoais e da empresa: Seguindo na mesma linha, agora é o momento de analisar a planilha que você fez e entender quais são os custos fixos mensais, como aluguel, internet, telefone, entre outros. Saiba o que realmente é necessário e o que é supérfluo nos dois casos (pessoal e da empresa). Pode aproveitar esse passo para cortar alguns itens e já fazer algumas economias. Com as despesas bem definidas, separe mensalmente a quantia necessária para arcar com os gastos pessoais e os gastos da empresa. Caso sejam contas variáveis, como água e luz, calcule a média dos últimos meses para se preparar. Se o orçamento não fechar, considere reduzir custos ou planejar algo para aumentar seu faturamento. 3 – Tenha capital de giro na empresa: Capital de giro é essencial para fazer uma empresa rodar, sendo o valor representado pelos itens de consumo básico, necessários para a instituição operar, o qual você apurou no item acima. Por isso, esse dinheiro se torna tão importante para não depender apenas das entradas de caixa. 4 – Use o cartão de crédito com inteligência: Quando falamos sobre pessoa física, o ideal é possuir apenas um cartão de crédito, que tenha um bom programa de benefícios e centralizar seus gastos nesse cartão, para pontuar e usufruir desses benefícios. Na empresa, você também pode ter um cartão empresarial atrelado a sua conta jurídica, porém se tiver o capital de giro citado no item anterior, não é necessário. Apenas organize seu fluxo de caixa definindo seus pagamentos nas datas dos seus recebimentos, sem precisar recorrer a nenhuma ferramenta de antecipação. Caso haja algum desajuste no fluxo de caixa, você terá seu capital de giro para rodar o mês tranquilamente. 5 – Inclua as férias no planejamento: Tirar férias é fundamental para a saúde, além de ser uma ótima maneira de aumentar a produtividade e voltar com mais gás para a sua profissão. Na hora de planejar suas finanças pessoais, inclua os gastos com as férias, considerando uma viagem e a diminuição de receita. Aproveite um período em que o seu ramo de atuação esteja um pouco mais fraco para não deixar de faturar muito. E será muito melhor se coincidir com a baixa temporada, já que poderá viajar para excelentes lugares pagando mais barato. 6 – Faça uma reserva de emergência: Separe uma parte do seu faturamento e do seu salário e destine para um fundo de emergência. Isso vale tanto para fazer uma reserva pessoal, quanto profissional. Essa é uma das principais dicas de finanças para autônomos, pois como os ganhos são variáveis, é muito importante ter uma segurança. Defina o quanto vai destinar por mês para essa reserva. O ideal é ter, no mínimo, um caixa que cubra seis meses de custos e despesas, antes de retirar o lucro da empresa. Em meses melhores, coloque mais dinheiro nessa quantia. E de preferência, invista em produtos com uma boa combinação entre retorno, risco e liquidez. 7 – Se programe para o longo prazo: Recolha contribuições para o INSS, pague uma previdência privada ou invista em títulos públicos de vencimento longo. O importante é conseguir poupar no presente para aproveitar também no futuro. Diferente dos assalariados, que têm FGTS e pagam automaticamente pela aposentadoria, quem é autônomo precisa cuidar dessas questões por conta própria. Com o passar do tempo, é complicado manter o ritmo de trabalho. Se o faturamento diminuir, o investimento feito no passado vai ajudar a manter o padrão de vida, sem precisar passar por grandes dificuldades. Procure separar uma quantia para investir todo o mês, de forma que isso passe a ser um custo fixo no seu planejamento. 8 – Estipule adequadamente o preço dos seus serviços: No caso de trabalhar oferecendo serviços, saiba definir o preço pelo seu trabalho. Faça uma pesquisa de mercado e cobre um valor que cubra suas despesas e te dê a margem de lucro que você precisa. Mas dê valor ao seu produto e explique para o cliente o porquê do preço cobrado. Revise esse custo a cada seis meses. Fazendo isso, você não vai ganhar um dinheiro que vale menos por conta da inflação e continua a se atualizar com base no que é cobrado por outros concorrentes do mesmo setor. 9 – Não guarde o dinheiro embaixo do colchão: Muitos profissionais autônomos recebem pagamentos em dinheiro vivo e acumulam essa parte do patrimônio em casa. Primeiramente, existe a questão de segurança. Outro ponto é que o dinheiro perde poder de compra. Se hoje, o valor acumulado em casa é capaz de fazer a compra de quatro meses de supermercado, é provável que em pouco tempo esse montante só cubra três compras e assim sucessivamente. Então o melhor a fazer, é buscar investimentos atrelados ao seu objetivo. Para isso, defina qual o objetivo de guardar o dinheiro e quando ele será utilizado. Objetivos de curto prazo por exemplo, pedem ativos de renda fixa e que tenham liquidez, ou seja, que podem ser resgatados a
O que é o Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é um tipo de investimento em renda fixa. Ele é diferente das aplicações de renda variável como as ações, quando você não sabe qual será o rendimento. É por isso que a renda fixa é uma opção mais segura para investidores iniciantes e mais conservadores. A compra destes títulos funciona como um empréstimo para o governo. Ele usa seu dinheiro e o devolve no prazo determinado, incluindo o acréscimo dos juros por ter emprestado esse valor. Eles são divididos em: Prefixados Tesouro Prefixado (LTN) – há apenas um pagamento, que é feito quando o título vence e você recebe a rentabilidade total informada quando fez a aplicação. Assim, se você compra um título ou parte dele hoje, receberá o mesmo valor após o prazo do vencimento, somado aos juros determinados. Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F) – oferece rentabilidade logo após a aplicação, com pagamento de juros a cada seis meses. Ou seja, você vai recebendo a rentabilidade durante a vigência da aplicação. Pós-fixados Tesouro Selic (LFT) – há apenas um pagamento, quando vence a aplicação. Ela é indicada para os mais conservadores por acompanhar a taxa básica de juros, que sofre poucas variações ao longo dos meses. Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B) – trabalha com a rentabilidade prefixada na hora da aplicação e a variação da inflação. Nesse tipo de título, a rentabilidade é paga ao longo do período da aplicação, a cada seis meses, mas com incidência da alíquota do Imposto de Renda. Tesouro IPCA+ – funciona da mesma forma que o título anterior, mas sem o pagamento de juros semestrais. Ou seja, após o vencimento você recebe o valor investido com o acréscimo de juros prefixado e a variação da inflação.
O que é o Home Broker?

O Home Broker é um sistema online de compra e venda de ações na bolsa. É uma plataforma online que conecta seus usuários ao pregão eletrônico no mercado de capitais. Outros ativos também podem ser negociados por meio do home broker, como opções de ações, ETFs, fundos imobiliários, contratos de dólar e commodities (como petróleo, café, milho, soja, boi gordo). Qualquer pessoa pode abrir uma conta em uma corretora e usar um home broker para operar na bolsa. É claro, é necessário ter algum conhecimento sobre como funciona o mercado. Isso para não perder dinheiro investindo em aplicações aleatórias, que não são adequadas para seu perfil. Para ter acesso a um home broker, basta abrir uma conta em uma corretora de valores e fazer uma análise de seu perfil. A corretora fornecerá um login e senha para o acesso aos serviços. Escolher o home broker e consequentemente a instituição que o oferece, depende de fatores bem pessoais. É importante avaliar a instituição, os custos de corretagem e custódia, porém nem sempre a plataforma mais barata, vai atender suas necessidades.
O que são Fundos de Investimento?

Fundos de Investimento são recursos, captados de pessoas físicas ou jurídicas, com o objetivo de obter ganhos financeiros a partir da aplicação em títulos e valores mobiliários. Isto é: os recursos de todos os investidores de um fundo de investimento são usados para comprar bens (títulos) que são de todos os investidores, na proporção de seus investimentos. Ao investir em um fundo, o cotista aporta um valor e terá como lucro os desempenhos dos ativos que compõem a carteira daquele fundo, proporcionalmente ao valor investido por ele. Os ativos são selecionados e acompanhados diariamente pelo gestor e pelo administrador do fundo. Na prática, o investidor compra cotas de um fundo dirigido por um gestor qualificado, que estuda e avalia, por meio de análises sofisticadas, os papéis que farão parte da carteira do fundo. Mas esse serviço tem um preço, que é definido pela taxa de administração e performance do fundo. De forma simplificada, pode-se dizer que a taxa de administração recompensa o gestor pelo seu trabalho em administrar os recursos que você aplicou no fundo. Os fundos de investimento, podem ser classificados como: Fundo de Curto Prazo, Fundo Referenciado, Fundo de Renda Fixa, Fundo de Ações, Fundo Cambial, Fundo de Dívida Externa e Fundo Multimercado.
O que é Minimalismo e como ele pode te ajudar nas finanças?

Primeiramente Minimalismo é um estilo de vida em que, vivendo com menos coisas, temos, mais tempo, espaço, energia e dinheiro para vivermos nossa vida. Muitas pessoas que aderem ao minimalismo não, necessariamente, afundaram-se em dívidas, antes de aderir. Mas se cansaram de ver todo o seu dinheiro ir embora em coisas que se acumulavam em suas casas. Após fazer a transição, muitos viram que poderiam se dedicar a suas verdadeiras paixões. Seja viajar, dedicar-se a seus hobbies, estar mais presente com os amigos ou a família. E mais importante: gastando menos, é possível poupar mais dinheiro, ficando mais fácil conquistar a tão sonhada independência financeira. O minimalismo é um estilo de vida que tem muito a oferecer a quem adere a ele. Você pode começar essa mudança, simplesmente jogando fora o que não está mais em condições de ser usado. Depois disso, é um ato muito gratificante o de doar o que ainda está em bom estado, mas você não quer mais. E se você tem algo de valor, também pode vender. Existem várias plataformas de venda de produtos usados que você poderá colocar os seus. Caso você possua alguma habilidade manual, também é possível reaproveitar o que você tem, para dar uma segunda chance às suas roupas ou ressignificar objetos do cotidiano para outros usos. O minimalismo vem de encontro com o, cada vez mais provável, colapso para o qual nossa sociedade de consumo parece estar caminhando. Sua vida poderá ser ainda mais próspera, se conseguir desapegar do que não necessário para você. Assim, você poderá concentrar em conquistar sonhos que realmente importam. Mesmo que você pense que este não seja seu estilo, o minimalismo poderá contribuir para atingir o que sempre sonhou. Você não necessariamente precisa aderir a esse estilo de vida para sempre, mas poderá utiliza-lo temporariamente para alcançar mais rapidamente, seus objetivos.
O que é o dividend yield?

Muita gente entra no mercado de ações apenas para lucrar com as oscilações dos preços dos ativos. Porém, existe um perfil de investidor que almeja ganhar também com o pagamento de proventos. Isso quer dizer que ele não se preocupa apenas em comprar na baixa e vender na alta, mas também em receber parte dos lucros da empresa emissora do ativo. Esses lucros são distribuídos aos acionistas por meio do pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio. O dividend yield, rendimento de dividendos em português, é justamente a relação entre esses proventos pagos pelas empresas e o preço dos papéis. Para que serve essa métrica? Esse indicador serve para mensurar a performance de uma companhia em relação ao pagamento dos proventos. Por meio dele, é possível estabelecer uma relação entre os dividendos distribuídos ao longo de 12 meses e o preço atual da ação da empresa. O DY serve para que o investidor consiga ter uma ideia de quanto determinada empresa poderá vir a pagar em proventos nos próximos 12 meses, analisando o que foi pago no mesmo período anterior. Com base nisso, é possível avaliar se o investimento é ou não vantajoso do ponto de vista dos dividendos. Como calcular o dividend yield de uma ação? Calcular o dividend yield de uma ação é bem simples e não exige nenhum cálculo completo. Para encontrar o indicador, basta dividir os proventos pagos por ação pela empresa nos últimos 12 meses pela cotação atual dos papéis da companhia. A fórmula é a seguinte: Dividend yield = valor dos proventos (dividendos ou JCPs) por ação ÷ cotação da ação × 100 Vejamos um exemplo para ficar mais claro: imagine que uma empresa pagou R$ 2,00 por ação nos últimos 12 meses e, atualmente, sua ação esteja valendo R$ 20,00. Seu dividend yield seria de 10%. Caso um investidor tivesse adquirido 200 ações desta empresa por R$ 20,00 cada, com o investimento de R$ 4.000,00, teria recebido cerca de 400 reais em proventos, ou seja, 10% do investimento inicial. Como interpretar o DY? Apesar de o cálculo ser fácil, a análise do resultado pode ser um pouco mais complexa. Com base nas informações acima, podemos notar que quem busca por empresas que paguem bons proventos, deve ficar de olho nas companhias que possuem os maiores valores de dividend yield. O DY varia de acordo com a oscilação dos preços das ações e também conforme o total de dividendos pagos no período. Dessa forma, se o preço da ação cair, o dividend yield irá subir. E quanto maior o dividend yield, melhor para o investidor. Entretanto, é importante ter em vista que o dividend yield pode estar distorcido por conta de lucros que não sejam recorrentes. Por isso, o DY não deve nunca ser considerado de forma isolada, mas deve ser analisado levando em conta a procedência e recorrência dos dividendos, o payout (percentual do lucro que é distribuído entre os acionistas), a rentabilidade da empresa e suas margens. Pode acontecer também de uma empresa com prejuízos pagar bons proventos com o objetivo de atrair capital, o que representaria um risco para investidores que se atentam apenas ao DY. Portanto, antes de escolher em qual ação investir, realize uma análise sólida e completa para reduzir riscos. Conclusão Quem pretende montar uma carteira de investimentos com foco no recebimento de dividendos deve não apenas aprender a calcular o dividend yield, mas, principalmente, saber interpretar esse indicador e incluí-lo em uma análise mais completa em conjunto com outros dados que contribuam para uma decisão mais assertiva. É importante acompanhar os fundamentos da companhia constantemente, para identificar métricas distorcidas e não cair em ciladas.
O que é Score e para que serve?

Olá, tudo bem com você? Você já deve ter ouvido a palavra “score” quando foi solicitar um financiamento, um cartão ou fazer alguma compra…mas afinal, para que serve o score? Score é uma ferramenta de avaliação estatística, que analisa uma série de informações do consumidor e indica, por meio de uma pontuação, o grau de risco de inadimplência desse consumidor. Ele que determina por exemplo, a aprovação de um financiamento para compra de um carro, a aquisição de um empréstimo, a obtenção de cartões de crédito ou a abertura de contas. O score vem no formato de uma nota, que atualmente é medida dentro de uma escala de 0 a 1.000 pontos. Quanto maior sua nota, mais chances você tem de conseguir crédito. E como podemos aumentar essa nota? Bem… existem algumas coisas, que fazem toda a diferença na hora sermos pontuados. Para ter ou manter um bom score, tenha o seu nome limpo e sem restrições, não atrase o pagamento das contas, mantenha seu cadastro atualizado no site do Serasa e Boa Vista (serviços de proteção ao crédito) e ative o cadastro positivo nos órgãos de proteção ao crédito. Pontuações até 300 são consideradas de alto risco e o consumidor pode ter seu pedido negado. De 301 e 700 pontos, são consideradas de médio risco e geralmente é possível conseguir empréstimos, cartões de crédito e financiamentos de veículo, porém com as taxas praticadas no mercado. Agora, acima de 700 pontos são scores considerado de baixo risco e quem tem essa pontuação, consegue negociar valores maiores e taxas bem mais baixas que as praticadas no mercado. Para consultar o seu score, você precisa se cadastrar no site do SERASA ou do Boa Vista. É rápido e simples e as consultas são gratuitas. Basta ter em mãos o número do seu CPF. Se você achar que sua pontuação está baixa, verifique se teve ou tem, algum protesto ou negativação no seu histórico de pagamentos, financiamentos ou empréstimos. Você pode melhorar seu score incluindo seu nome no cadastro positivo pelo site www.consumidorpositivo.com.br . Ao solicitar sua inclusão no cadastro positivo, você autoriza que as empresas forneçam detalhes da sua movimentação financeira juntos às mesmas, o que permite uma avaliação mais precisa e detalhada quando você solicitar crédito. Mas a melhor maneira de manter um score elevado é não se endividar, pagar as contas em dia e não utilizar o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito, ou seja, controlando suas finanças você só tem a ganhar!