6 dicas para o profissional liberal aplicar no seu negócio!

Saber administrar seu próprio negócio, é essencial para que o profissional liberal, tenha uma vida financeira pessoal e profissional mais próspera. Veja abaixo, 6 dicas de gestão financeira, para aplicar no seu negócio: 1 – Faça um planejamento financeiro do seu negócio: Gerenciar uma receita variável requer planejamento e organização. Como não há um valor fixo de receitas mensais, utilize a média dos últimos 6 meses ou o valor da menor receita mensal obtida nos últimos 6 meses, para fazer seu planejamento financeiro. 2 – Calcule o preço correto do seu serviço: Devido a preocupação de que o preço alto, pode afastar os clientes, precificar os serviços, é uma das maiores dificuldades entre os profissionais liberais. A dica é: Não tenha medo! Existe uma diferença entre preço e valor, ao contrário do preço, o valor refere-se ao resultado ou benefício que o seu cliente obtém, com o produto ou serviço que você oferece. Os clientes irão aceitar o preço final, se forem beneficiados com o resultado. 3 – Considere todos os custos antes de fechar um negócio: Antes de fechar o preço de um serviço, é necessário considerar todos os gastos possíveis, considere as despesas com os materiais a serem utilizados, deslocamentos, comunicação, refeições, impostos e principalmente, o valor da sua expertise atrelada ao tempo, para execução do trabalho. Também é essencial, pensar em todas as ocorrências possíveis, assim o preço cobrado será suficiente para cobrir de fato, todos os custos e gerar o lucro desejado. 4 – Reavalie seus preços regularmente: É altamente recomendado que revise o preço dos seus serviços a cada três meses, manter o preço estável por muito tempo, pode significar perder lentamente a viabilidade do seu negócio. 5 – Tenha Capital de Giro Próprio: Não se pode iniciar um negócio sem um capital de giro próprio, a utilização de capital de giro de terceiros é altamente onerosa e poderá inviabilizar o negócio. Se organizar para ter e manter o capital de giro próprio, poderá garantir a longevidade do seu negócio. 6 – Não misture o dinheiro da atividade profissional com o seu: Um dos erros mais comuns e fatais para qualquer negócio, é misturar o dinheiro da empresa com suas contas pessoais. Manter as finanças de forma separadas é essencial, para ter uma visão clara do seu negócio e evitar a confusão patrimonial.
Organização Financeira para Autônomos

Um dos grandes desafios dos profissionais que trabalham por conta própria, é organizar de forma separada, as finanças pessoais das finanças da empresa. No geral os profissionais liberais têm mais dificuldade na hora de planejar, pois seus ganhos são variáveis, ainda mais quando o setor possui picos de consumo sazonais. Por isso, ser autônomo requer alguns cuidados para não cair nas armadilhas do seu próprio negócio: 1 – Separe as finanças pessoais das despesas do seu negócio: Essa é a dica mais recomendada por 10 entre 10 especialistas no assunto. Apesar disso, é um dos principais motivos pelo qual os profissionais autônomos se endividam. Misturar os gastos, gera uma grande confusão e o primeiro passo para se organizar financeiramente, é fazer essa separação. Distinguir custos pessoais dos profissionais, vai ajudar também na hora de declarar o imposto de renda. Portanto, o primeiro passo para começar a separar as despesas é ter uma conta bancária e um planejamento para Pessoa Física e outra para Pessoa Jurídica. 2 – Calcule os custos fixos pessoais e da empresa: Seguindo na mesma linha, agora é o momento de analisar a planilha que você fez e entender quais são os custos fixos mensais, como aluguel, internet, telefone, entre outros. Saiba o que realmente é necessário e o que é supérfluo nos dois casos (pessoal e da empresa). Pode aproveitar esse passo para cortar alguns itens e já fazer algumas economias. Com as despesas bem definidas, separe mensalmente a quantia necessária para arcar com os gastos pessoais e os gastos da empresa. Caso sejam contas variáveis, como água e luz, calcule a média dos últimos meses para se preparar. Se o orçamento não fechar, considere reduzir custos ou planejar algo para aumentar seu faturamento. 3 – Tenha capital de giro na empresa: Capital de giro é essencial para fazer uma empresa rodar, sendo o valor representado pelos itens de consumo básico, necessários para a instituição operar, o qual você apurou no item acima. Por isso, esse dinheiro se torna tão importante para não depender apenas das entradas de caixa. 4 – Use o cartão de crédito com inteligência: Quando falamos sobre pessoa física, o ideal é possuir apenas um cartão de crédito, que tenha um bom programa de benefícios e centralizar seus gastos nesse cartão, para pontuar e usufruir desses benefícios. Na empresa, você também pode ter um cartão empresarial atrelado a sua conta jurídica, porém se tiver o capital de giro citado no item anterior, não é necessário. Apenas organize seu fluxo de caixa definindo seus pagamentos nas datas dos seus recebimentos, sem precisar recorrer a nenhuma ferramenta de antecipação. Caso haja algum desajuste no fluxo de caixa, você terá seu capital de giro para rodar o mês tranquilamente. 5 – Inclua as férias no planejamento: Tirar férias é fundamental para a saúde, além de ser uma ótima maneira de aumentar a produtividade e voltar com mais gás para a sua profissão. Na hora de planejar suas finanças pessoais, inclua os gastos com as férias, considerando uma viagem e a diminuição de receita. Aproveite um período em que o seu ramo de atuação esteja um pouco mais fraco para não deixar de faturar muito. E será muito melhor se coincidir com a baixa temporada, já que poderá viajar para excelentes lugares pagando mais barato. 6 – Faça uma reserva de emergência: Separe uma parte do seu faturamento e do seu salário e destine para um fundo de emergência. Isso vale tanto para fazer uma reserva pessoal, quanto profissional. Essa é uma das principais dicas de finanças para autônomos, pois como os ganhos são variáveis, é muito importante ter uma segurança. Defina o quanto vai destinar por mês para essa reserva. O ideal é ter, no mínimo, um caixa que cubra seis meses de custos e despesas, antes de retirar o lucro da empresa. Em meses melhores, coloque mais dinheiro nessa quantia. E de preferência, invista em produtos com uma boa combinação entre retorno, risco e liquidez. 7 – Se programe para o longo prazo: Recolha contribuições para o INSS, pague uma previdência privada ou invista em títulos públicos de vencimento longo. O importante é conseguir poupar no presente para aproveitar também no futuro. Diferente dos assalariados, que têm FGTS e pagam automaticamente pela aposentadoria, quem é autônomo precisa cuidar dessas questões por conta própria. Com o passar do tempo, é complicado manter o ritmo de trabalho. Se o faturamento diminuir, o investimento feito no passado vai ajudar a manter o padrão de vida, sem precisar passar por grandes dificuldades. Procure separar uma quantia para investir todo o mês, de forma que isso passe a ser um custo fixo no seu planejamento. 8 – Estipule adequadamente o preço dos seus serviços: No caso de trabalhar oferecendo serviços, saiba definir o preço pelo seu trabalho. Faça uma pesquisa de mercado e cobre um valor que cubra suas despesas e te dê a margem de lucro que você precisa. Mas dê valor ao seu produto e explique para o cliente o porquê do preço cobrado. Revise esse custo a cada seis meses. Fazendo isso, você não vai ganhar um dinheiro que vale menos por conta da inflação e continua a se atualizar com base no que é cobrado por outros concorrentes do mesmo setor. 9 – Não guarde o dinheiro embaixo do colchão: Muitos profissionais autônomos recebem pagamentos em dinheiro vivo e acumulam essa parte do patrimônio em casa. Primeiramente, existe a questão de segurança. Outro ponto é que o dinheiro perde poder de compra. Se hoje, o valor acumulado em casa é capaz de fazer a compra de quatro meses de supermercado, é provável que em pouco tempo esse montante só cubra três compras e assim sucessivamente. Então o melhor a fazer, é buscar investimentos atrelados ao seu objetivo. Para isso, defina qual o objetivo de guardar o dinheiro e quando ele será utilizado. Objetivos de curto prazo por exemplo, pedem ativos de renda fixa e que tenham liquidez, ou seja, que podem ser resgatados a