O que é Buy and Hold?

Buy and Hold na tradução literal, significa comprar (buy) e segurar (hold). É o ato de comprar um ativo e “segura-lo” para o longo prazo, de forma a se beneficiar com os rendimentos e valorizações que o papel por ventura apresentará no futuro. Aqueles que buscam investir pela filosofia do Buy and Hold, geralmente estudam muito bem através da análise fundamentalista, as empresas que podem ser investidas, levando em consideração diversos indicadores do seu histórico financeiro. Existe uma série de motivos que fazem do Buy and Hold uma estratégia vantajosa no longo prazo, um deles é a economia com custos de transação como corretagens, emolumentos, impostos, etc. Outra vantagem é não precisar se preocupar com as altas e baixas frequentes do mercado. Tudo o que verdadeiramente importa é se a empresa demonstra ou não, competência para gerar lucro em longo prazo ou seja, as variações de curto prazo são desprezíveis para alguém que pretende investir por anos e até décadas.

Com a Selic a 2,25%, onde investir?

Em um cenário em que o CDI está, e deve ficar por um bom tempo, bem abaixo do padrão histórico, a busca por ativos de maior retorno, que já estava em curso antes da crise, aos poucos volta a dar as caras. Esse é o caminho inevitável que gestores de patrimônio enxergam para os investidores brasileiros. Naturalmente, em um momento em que as incertezas ainda são elevadas, a cautela tende a ser maior. O foco, contudo, precisa estar mais voltado para o médio e longo prazo, alertam os especialistas. Desde que o investidor esteja disposto a buscar ativos com maior prazo de vencimento, ainda há prêmios atraentes para alguns títulos públicos de maior risco, por exemplo os títulos indexados à inflação (Tesouro IPCA+, antes conhecido por “NTN-B”) de prazo intermediário, com vencimentos em 2025 ou 2030. Ainda no campo da renda fixa, mas com uma expectativa maior de retorno (e de risco), o segmento de crédito privado, passou a oferecer taxas de juros acima do usual como reflexo da crise. Opções como Certificados de Recebíveis Imobiliários e do Agronegócio (CRIs e CRAs), bem como em debêntures de infraestrutura, isentas de IR, com prêmio real na casa dos 3% devem ser avaliadas pelo investidor. Se quiser retornos mais expressivos, o investidor terá que ir para a Renda Variável. Embora no curto prazo, a Bolsa ainda deva balançar bastante com a volatilidade acima da média observada nos mercados, acredita-se bons resultados em um horizonte de 18 a 24 meses. Fonte: Infomoney