O que é o Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é um tipo de investimento em renda fixa. Ele é diferente das aplicações de renda variável como as ações, quando você não sabe qual será o rendimento. É por isso que a renda fixa é uma opção mais segura para investidores iniciantes e mais conservadores. A compra destes títulos funciona como um empréstimo para o governo. Ele usa seu dinheiro e o devolve no prazo determinado, incluindo o acréscimo dos juros por ter emprestado esse valor. Eles são divididos em: Prefixados Tesouro Prefixado (LTN) – há apenas um pagamento, que é feito quando o título vence e você recebe a rentabilidade total informada quando fez a aplicação. Assim, se você compra um título ou parte dele hoje, receberá o mesmo valor após o prazo do vencimento, somado aos juros determinados. Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F) – oferece rentabilidade logo após a aplicação, com pagamento de juros a cada seis meses. Ou seja, você vai recebendo a rentabilidade durante a vigência da aplicação. Pós-fixados Tesouro Selic (LFT) – há apenas um pagamento, quando vence a aplicação. Ela é indicada para os mais conservadores por acompanhar a taxa básica de juros, que sofre poucas variações ao longo dos meses. Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B) – trabalha com a rentabilidade prefixada na hora da aplicação e a variação da inflação. Nesse tipo de título, a rentabilidade é paga ao longo do período da aplicação, a cada seis meses, mas com incidência da alíquota do Imposto de Renda. Tesouro IPCA+ – funciona da mesma forma que o título anterior, mas sem o pagamento de juros semestrais. Ou seja, após o vencimento você recebe o valor investido com o acréscimo de juros prefixado e a variação da inflação.
Como fica a renda fixa com o cenário de juros baixos?

Oieeee, tudo bem com você? O Mercado Financeiro ficou de novo alvoroçado por conta da famosa reunião do “Copom” que determina o percentual da taxa de juros do país, a Selic! E como já estava sendo esperado, o Banco Central cortou, em meio ponto percentual, ou seja…de 5,5% para 5,0% ao ano. Bem…o melhor a fazer é nos acostumarmos com o cenário de juros baixos, que parece que veio para ficar no Brasil! O investidor, que já estava com dificuldade para ganhar dinheiro na renda fixa, agora vai ver suas aplicações conservadoras rendendo ainda menos. Segundo os economistas, a Selic vai continuar caindo e pode chegar a 3,5% ao ano, em 2020. Com isso, os retornos das aplicações indexadas ao CDI, como por exemplo a poupança, estão ficando cada vez menores. Para termos uma ideia, até setembro a poupança rendeu 6,17% ao ano. Agora, com a Selic a 5,0% ao ano, o retorno da poupança passaria a ser de 3,5% ao ano. Além da redução de rentabilidade, você precisa se atentar à variação da inflação, que pode corroer seus rendimentos. Para 2020, é esperado uma inflação de 3,60% ao ano, que no cenário atual, levaria à perda de dinheiro na poupança. Mas e agora? Oque fazer? Bem… para ter um retorno mais alto, o investidor vai ter que abrir mão da liquidez (facilidade de um investimento ser transformado em dinheiro sem perdas significativas do seu valor). Nesse caso, uma opção é fazer investimentos no longo prazo ou entrar no mercado de renda variável (ações). Especialistas se dividem sobre qual caminho tomar… enquanto para uns, a melhor escolha é um alongamento dos prazos para sacar o dinheiro, para outros, assumir risco dentro da renda variável será a opção imediata. Enfim…na minha opinião, cada caso é um caso! Tudo vai depender do valor, dos objetivos de cada investidor. O importante no momento é sabermos dessas mudanças e estudarmos o assunto atrelado aos nossos objetivos. Dessa forma, teremos como decidir que rumo dar ao nosso dinheiro!